diego_6.jpg
Principal






topo1.jpg
Aprendendo a fazer um axé! Imprimir E-mail
Dom, 21 de Fevereiro de 2010 11:43
O carnaval passou e como todo mundo já sabe, agora é que iremos começar o ano no Brasil, as academias, escolas, supermercados vão voltar ao normal. As casas de praia serão fechadas e a rotina será novamente instalada. Mas para você que curtiu o carnaval, que dançou o rebolation, colocou a mão na cabeça, bebeu todas e não vê a hora do carnaval 2011, vou ensinar a você ganhar dinheiro sendo mais um compositor genial da axé-music.
 
Coloque na letra algo que lembre a terra de Salvador, mesmo sem ser de lá, fale do sol, da praia, do calor, use rimas fáceis, você pode colocar palavras sem qualquer nexo, o importante é rimar. Adicione alguma dança ou algum animal na letra, peça sempre para todo mundo levantar os braços e dar um grito, também trate o povo como um cachorro, um lobo, um bicho qualquer, assim você reforça o animal na letra e cria um duplo sentido, como o sucesso "vou te  comer". Não se esqueça de falar dos santos, dos orixás, da comida típica, lembre que orixá-iemanjá-vatapá-maracujá-iatolá-ralar-dar, tudo rima! 
 
Para finalizar, crie uma nova dança com muita baixaria sensualidade, peça que desçam até o chão, que coloquem o dedo na boca, que requebrem, vista os novos cantores com micro-saias ou shorts, coloque algumas dançarinas gostosas e homens com corpos sarados. Repita o refrão mais de 100 vezes e pronto, você agora é o maior compositor do ano de 2011 do carnaval de Salvador.
 
Para ratificar, assista ao vídeo abaixo. É de uma criatividade incrível!
 
 
 
A Televisão Imprimir E-mail
Sáb, 16 de Janeiro de 2010 22:43
Demorei um pouco para organizar a minha agenda, mas eu prometo caro leitor, que agora em 2010, vou colocar meu ponto de vista a cada domingo a partir de hoje. Palavra de escoteiro! Tá certo, eu nunca fui escoteiro, mas fica a promessa!
 
Televisão
 
 
Acusar a televisão que é um mau meio de comunicação é senso comum a cada 10 de 10 entrevistados, mas isso será verdade ou apenas um mito criado pelas outras mídias ou por críticos avessos a caixa preta, cinza ou agora quadros finos e elegantes postos como prêmios nas salas de visita? Parafraseando nosso presidente, nunca na história deste país, o consumo por um aparelho de TV, seja ele qual for, foi tão grande!
 
A televisão é muito rica em programas vazios, não educativos, que induzem ao consumismo e ditam modas, seja de falar ou de vestir, frases repetidas por personagens caem no gosto da população e isso não é mérito apenas dos brasileiros, isso ocorre em todo mundo! Mas tudo isso, nós já estamos cansados de saber, agora, eu estou aqui para defender a televisão, tão criticada por seus programas, o que na verdade, cabe sempre a cada um escolher o que assistir e saber a hora de desligá-la. 
 
A maioria da população tem apenas alguns canais de TV, a chamada TV aberta, porém, mesmo aqueles que tem a TV por assinatura, estão sempre ligados aos canais não pagos. Afinal, sabe-se quase sempre a programação diária destes poucos canais e eles repetem a mesma fórmula por anos. 
 
A televisão pode ser pobre em seu conteúdo, mas ela entretece e reúne aquela família que passou o dia afastado um dos outros em uma sala de estar, seja essa grande ou pequena. É nessa hora que o pai consegue rever seus filhos após um dia cansativo de trabalho, os filhos, porém, conseguem se reunir na sala para falar do seu dia. A esposa aparece também cansada da lida diária e senta ao lado do marido e cobra dos filhos os exercícios que foram passados para casa e a TV está ali ligada, com sua programação duvidosa, mas que faz todo mundo se reunir em volta dela e abrir aquele sorriso com os vídeos reprisados, uma novela que não retrata nada da vida real ou que faz todos derramarem lágrimas com notícias de desastres naturais ou de natureza humana. Afinal, após um dia cansativo ou simplesmente para o entretenimento, ninguém vai querer saber qual é a cotação do dólar e como ele está influenciando na economia mundial.
 
A televisão também serve de ótima companhia para os idosos, para os pequeninos que não entendem a mágica dos sinais luminosos e principalmente para os solitários, assim como eu, que descobri que a televisão faz muita falta quando se está longe de todos que ama, pois a TV faz as horas passarem mais depressa.
 

 
Retrospectiva 2009 Imprimir E-mail
Qui, 31 de Dezembro de 2009 21:03
Dizem que brasileiro tem memória curta e o pior é que tem mesmo! Tentei fazer uma retrospectiva do ano de 2009 e para isso saí pesquisando em vários sites coisas que marcaram no Brasil e no mundo. Separei por categorias e no final fiz um apanhado de tudo. Se você não sabe muito bem o que ocorreu devido a alguns goles de cerveja ou gim-tônica... Ou porque você esteve ocupado demais durante o ano; pegue um pouquinho do seu tempo e leia meu último post de 2009, um ano que vai ficar para a história. 

Janeiro – para 2009 o ano começa com um herói. Um avião faz um pouso na água nos Estados Unidos e todos os passageiros e equipe sobrevivem, no todo foram 155 vidas salvas graças a experiência do piloto. Em janeiro, o presidente Obama é empossado e é visto como a grande esperança para enfrentar a crise que assola o mundo inteiro. No Brasil, um caso que choca a população é a morte da modelo Mariana Bridi. A modelo morreu após uma infecção urinária e perda dos seus membros superiores e inferiores.
 
 

Fevereiro – A brasileira Paula Oliveira cria um mal estar entre a Suíça e Brasil após forjar ter sido atacada por um grupo neonazista. Quem quer ser um milionário recebe o Oscar de melhor filme.

Março – Um austríaco, Josef Fritzl, é condenado a prisão por manter sua filha presa em um porão por 24 anos e ter tido com ela 7 filhos. Um ano sem Isabella é lembrado em missa por todo o país.

Abril – Obama diz “esse é o cara.” Sobre lula em uma conferência internacional ao encontrar com o presidente brasileiro. Uma nova gripe “aparece” no México, a gripe suína e várias medidas começam a ser tomadas.
 
 

Maio – Quase 4 mil casos de gripe suína é constatado em 29 países ao redor do mundo. Larissa, a miss RN, é eleita Miss Brasil. FIFA divulga as cidades que receberão os jogos da copa de 2014 e mais uma vez o RN está lá. É o RN em destaque no mês de maio.

Junho – Uma catástrofe choca o mundo, um avião com 228 passageiros desaparece perto da costa brasileira e a OMS declara que a gripe suína é a primeira pandemia do século XXI. Morre o astro pop Michael Jackson.
 
 
Julho – As primeiras mortes são registradas no Brasil devido a gripe suína.

Agosto – Brasil devolve 71 contêineres contendo tóxico e doméstico para Inglaterra. Barrichello vence a 100ª corrida de fórmula 1 e acaba com o jejum que já durava 5 anos. O Brasil é o país com o maior número de vítimas fatais por gripe suína.

Setembro – Um mês tranqüilo, sem muitos acontecimentos interessantes.

Outubro – Rio vence e será a primeira sede sulamericana dos jogos olímpicos. Obama vence o Nobel da paz e Barrichelo decepciona, o que já era de se esperar, sendo 8º na fórmula 1.

Novembro -  mês do apagão, 18 Estados ficam as escuras em todo país. Um caso choca o Brasil, uma técnica em enfermagem é presa por aplicar sedativos em bebês em uma cidade da região de Porto Alegre/RS. Médicos australianos obtêm sucesso ao separar irmãs siamesas unidas pela cabeça. Morre, com um sinal de já vai tarde, o ex-prefeito Celso Pitta.

Dezembro – Flamengo é o campeão brasileiro de futebol, brigas e confusões ofuscam o título nas manchetes dos jornais. Uma criança é internada com mais de 40 agulhas dentro do corpo, estas agulhas foram colocadas pelo padrasto da criança. O caso Sean chega ao final após 5 anos de luta, ela volta para os Estados Unidos nos braços do pai. O Papa Bento XVI cai na missa do galo derrubado por uma mulher com problemas mentais e hoje, no último dia do ano, quase todo país está embaixo de muita chuva, 19 já são as mortes provocadas por ela.

Frases de 2009
Pérolas foram ditas no ano de 2009 e em todo caso é melhor ouvir do que ser surdo!

“Não chorei nenhuma lágrima. Não tenho o menor sentimento por ele.” (Suzana Vieira sobre Marcelo Silva).
“Já tem mais uma criança?” (Sean Pen, ex-marido da Madonna ao vê-la com Jesus Luz em uma festa).
“Eu ainda a amo, mas ela é retardada”. (Guy Ritchie, ex-marido da Madonna).
“Não poderia ser parte de um circo público”. (Elizabeth Taylor ao dizer que não iria ao velório do Michael Jackson).
“King Kong, um macaco que, depois que vai para a cidade e fica famosa, pega uma loira. Quem ele pensa que é? Jogador de futebol?” (Danilo Gentilli – comediante).
“Vou pensar muito em colocá-la para falar com vocês, ela não merece ouvir certas merdas”. (Xuxa ao falar com os seus seguidores através da nova febre, o Twitter).
“Quem acha que o Maluf devolve a grana?” (Bruno Gagliasso, através do Twiiter, sobre o rombo de quase R$5 milhões aos cofres públicos).
“Odeio dizer isto em uma fita, mas ela não é gentil, ela é invejosa.” (Michael Jackson sobre a cantora Madonna).
“Quero tirar o povo da merda.” (Mais uma frase do excelentíssimo presidente Lula sobre o Estado do Maranhão que tem saneamento básico precário).

Poderíamos ficar sem ver... Mas é melhor ver do que ser cego!
Xuxa dizer que tem orgasmos múltiplos e que acredita em duendes no programa Altas Horas da globo.
A menina prodígio Maísa correndo chorando pelo palco do Silvio Santos após um momento vexatório ocasionado pelo apresentador.
Ver Naiá, ex-BBB 9, tecendo comentários preconceituosos sobre judeus, homossexuais e negros durante sua permanência no reality show. 
A tatuagem de um olho na perna do Bruno Gagliasso. Eleita como uma das tatuagens mais “excêntrica” já feita.

Apenas alguns que não vão chegar a 2010 e vai deixar saudades... Ou não...
Clodovil Hernandes (17/03)
Michael Jackson (25/06)
Patrick Swayze (14/09)
Lombardi (02/12)
Leila Lopes (08/12)

Que venha 2010! Um ano cheio de realizações, conquistas, alegria e muito amor! Um feliz ano novo para todos!

 
O que ouvir neste fim de ano? Imprimir E-mail
Qua, 23 de Dezembro de 2009 11:27
 
A música brasileira está em alta e isso muito me alegra com as novas intérpretes que vem aparecendo a cada dia. Você já ouviu Maria Gadu, Tiê ou Ana Cañas? De forma tímida, elas vem aparecendo em nossa televisão, seja com uma música em uma novela, seja em um programa de auditório. Mas o que mais surpreendente é o abraço do grande público, de todas as classes sociais, para a boa música.

Maria Gadu, 22, chegou ao RJ há alguns meses, já é contratada da Som Livre e em sua temporada de estreia atraiu nomes de peso para a sua apresentação, como Caetano Veloso e Milton Nascimento, além de diversos artistas de todas as áreas. Quem vê uma menina sentada de pernas cruzadas, calçando all star e com o cabelo moicano, pensa que irá ouvir uma cantora de rock, punk ou Indie. Com o visual um tanto agressivo e nada feminino, ela aparece cheia de atitude, passando a impressão de que veio para chocar a quem vai assisti-la. Realmente ela intimida, mas não por seu visual e sim, com a doçura da sua voz e com seus olhos sempre fechados, concentrada em cada nota tocada de seu violão, ela choca com a imposição perfeita de sua voz. Maria Gadu faz da música “Baba Baby” (Kelly Key) ser algo audível e demais apreciado.

Das noites paulistanas para todo o país, assim apareceu Tiê. Boa conhecedora do seu talento, ela estudou canto em Nova Iorque, onde continuou sua carreira. Tiê, já de volta ao Brasil, foi convidada a trabalhar com nada mais, nada menos, do que Toquinho, onde não só aprendeu como acumulou bastante experiência. Em 2008, Ela lançou seu primeiro cd, Sweet Jardim.  Agora, Tiê ganha uma maior visibilidade nacional e será mais uma questão de (pouco) tempo para que sua música esteja tocando em todas as rádios do país. 

Por último, temos a majestosa intérprete Ana Cañas, 27, uma atriz que virou cantora. A mais badalada entre estas novas promessas é formada em artes cênicas e é contratada pela Sony. Ana canta jazz brazuca de forma magistral, sua interpretação é de encher os olhos e ouvidos. Ela sempre diz que a sua música não pode ser meio termo, ou você ama ou você odeia! Sinceramente, não sei a quem possa odiar tal vibração, interpretação e emoção. Ana Cañas é um excelente presente a quem sabe apreciar a verdadeira boa música.

Abaixo você pode ouvir e curtir o vídeo da nossa Maria Gadu cantando “Baba Baby”.
 
 
 
Passou... Já é Natal! Imprimir E-mail
Ter, 15 de Dezembro de 2009 20:00
Acabou o Carnatal, a cidade agora respira mais aliviada e o clima volta para as festividades de fim de ano. O carnatal foi igual como em todos os anos, exceto pela nova integrante que resolveu aparecer, retirando e causando medo em uma ínfima parcela de foliões, a tal da gripe suína não foi assim tão levada a sério, onde a máscara virou peça da fantasia. Também o que poderia causar desistência de alguns, foi simplesmente atropelado e passado despercebido, o Enem não foi problema, principalmente depois do escândalo das provas roubadas!
 
A decoração de Natal está bem diferente dos anos anteriores e como todo diferente, causa algumas desavenças no gosto da população, uns acharam o colorido dado às ruas bem interessante, mostrando a alegria do nosso povo, já outros compararam com algo carnavalesco, démodé e de um mau gosto indescritível.
 
Os anjos colocados em uma das principais avenidas fazem menção a nossa cultura, com o caju e as dunas em suas vestes, ótima ideia, achei que realmente faltava isso, um pouco de Natal na decoração de natal, porém concordo que ficou um pouco colorido, mas que realmente nos traz a alegria que já não era mostrada há muitos anos. 
 
A árvore com seus 126m está bem mais bonita e reúne muitas pessoas em sua volta, famílias inteira passeiam e mostram um pouco do significado do natal. Senti falta de uma programação mais consistente, mas pela divulgação já realizada em nível nacional, é só esperar um pouco que o “natal em Natal” vai acontecer e não será só em volta da árvore, e sim, em toda cidade.
 
Infelizmente, eu não poderei curtir todos os dias de festa que a cidade que eu amo irá proporcionar, mas se você for a Natal/RN, não deixe de prestigiar a mais bela festa de natal que uma cidade pode proporcionar.
 
 
Um agradecimento ao mal Imprimir E-mail
Dom, 15 de Novembro de 2009 22:44
 
 
Um agradecimento a maldade
Assunto tão antigo quanto o nascer do universo, hoje me deparo com a seguinte questão: qual o prazer de fazer o mal? 
 
Tentar entender o que leva a um humano fazer tal atrocidade e chegar ao orgasmo com a situação deve ser passível de qualquer entendimento. Às vezes, a questão de fazer o mal está ligada a sua adrenalina, em que talvez o secreto, o escondido, possa garantir a volúpia mais intensa, podendo sentir o sabor, esse doce ou salgado, dependendo sempre daquilo que lhe causa mais prazer. 
 
O único problema de sentir o prazer exercendo o mal é ele está sempre associado ao bem-estar de outro, esse que deve ficar sem entender o porquê dos acontecimentos para ele cominado. Contudo, garanto que o mal, às vezes, deve ser bem-vindo e necessário. Não estou fazendo apologia a fazer o mal, e sim, recebê-lo e encará-lo para poder enfrentar e dessa forma, evoluirmos em todos os aspectos. Vejamos:
 
O mal pode vir de várias formas, um problema de saúde, em que você passa a dar mais valor a cada momento de sua vida, fazendo o possível para mudar o quadro e vivendo cada minuto como se fosse o último. O mal também pode vir daquela equipe de trabalho, em que uma batalha diária é traçada, não deixando ser atingido e ficando sempre atento para cada armadilha alocada. É tenso, é estressante, mas ao final é sempre enriquecedor. 
 
O mal pode se apresentar dentro de alguns relacionamentos, não falo só entre casais, mas também de todas as formas em que se possa oferecer, como por exemplo, em uma sociedade, em que o relacionamento e confiança, às vezes, chegam a superar a de casais de namorados, noivos ou esposos. Um dia, a maldade, a ambição, o desejo de fazer algo pode levar o parceiro a cair em pleno abismo, mas é notório que após algum tempo, o moribundo sairá das sombras, deve então saber se mais forte ou vencido. Caso ele deseje lutar, o que na maioria dos casos é feito, levar-se-á algum tempo, esse pode até ser considerável, chegando até passar por diversos e duradouros tratamentos, mas ao final, o moribundo, agora vencedor, sairá com mais força do que aquele que o pôs lá naquele lugar frio e sem luz. E no final, ele agradecerá pela maldade apresentada, pois sem ela, ele jamais poderia conhecer o sucesso, ficando naquela mesmice, sem saber qual é realmente o sabor da vitória.

 
Nossas Estradas Imprimir E-mail
Seg, 02 de Novembro de 2009 08:00
Próximo ano é mais um ano de eleição e fico me perguntando como serão as campanhas pelo interior... Será que todos irão fazer como alguns e andar por aqui pela região do alto oeste de avião privado e pousando em aeroportos clandestinos? Ou eles resolverão pegar as estradas esburacadas que cortam toda esta região correndo risco de morte ora por acidente, ora por assaltos? Sem contar com as péssimas condições estruturais e sanitárias das rodoviárias!

Já pensei até em um slogan para a próxima campanha: dirigir pelo RN está cada vez mais seguro, houve uma diminuição em acidentes causados pelo excesso de velocidade, porém o aumento hoje se deve a imprudência dos motoristas... Falo isso porque nunca andei tanto na contramão em uma BR para evitar verdadeiras crateras no asfalto, isso quando ainda existe asfalto, pois há trechos em que a BR é apenas barro com pedaços resistentes de asfaltos! Desta forma, se houver algum acidente foi por imprudência do motorista de ter pego a pista oposta!

O perigo de assalto é constante e todos andam com o coração na mão, as pessoas não param de contar histórias, ônibus atingidos por balas na semana anterior, seqüestro do ônibus à noite, motoristas desesperados correndo feito louco para não ser mais um, e novamente, refém de assaltos, e muito celulares roubados, notebooks e mercadorias do povo realmente trabalhador. 

Há formação de comboios para tentar evitar esses assaltos, o que pode ser uma faca de dois gumes, sendo assaltados de uma só vez três ou quatro ônibus, facilitando pelo menos a vida dos assaltantes. Quem disse que os nossos governantes não se preocupam com a minoria?

Algumas rodoviárias se encontram em estado deplorável, e o pior, cobram taxa de embarque. Uma verdadeira vergonha! Elas foram privatizadas e cobram por um serviço inexistente e não há fiscalização, e se houver, como bom brasileiro, basta dar uma “bola” e pronto, tudo resolvido!

Será que iremos conseguir votar em nossa cidade no próximo ano? Será que nossos carros aguentarão uma viajem tão difícil? Será que teremos um transporte público de excelência? Talvez tenhamos pelo menos até o próximo ano, mas depois que vierem as chuvas e o asfalto de “vitamina C efervescente” desmanchar, voltaremos a estaca zero dos assaltos e das cidades esburacadas. Ah! vi recentemente na televisão que as autoridades desconhecem destes fatos. Não sei nem o que dizer, deve ser muito trabalho e reuniões... 
 
E então se chega ao poder! Imprimir E-mail
Dom, 11 de Outubro de 2009 14:21
Quem nunca almejou chegar a ser líder ou ter um cargo de confiança, ser reconhecido pelo seu trabalho e com isso também receber algum poder? Porém, descobre-se que chegar ao poder é o caminho mais fácil, lidar com o poder ou permanecer dentro dele é o mais difícil.
 
R. Kurz diz que o poder torna as pessoas estúpidas e muito poder as torna estupidíssimas! Todo mundo conhece alguém que ao chegar em determinado patamar de poder, mudou completamente seu comportamento, fosse com os colegas de trabalho, com amigos e até com a própria família.
 
O poder realmente modifica o homem. A partir de que ele se vê o “rei da cocada preta”, o poderoso ou poderosa passa a olhar os seus subordinados ou coordenados de forma diferente, não se olha mais de frente, e sim, de cima, com aquele ar de superioridade, esquecendo que durante a sua batalha para chegar lá (no poder) ele precisou da ajuda de muitos dele, às vezes até de forma democrática, sendo eleito pela grande maioria.
 
Que ter o poder atrai e fascina, todos nós temos ciência sobre isso, aqueles que estão no poder pensam que serão eternos e aí está mais um grande erro. O poder não é para sempre, depois que cai, muitos não conseguem voltar, entrando em uma profunda depressão. Os poderosos murcham como uma folha seca, pedem desculpas e às vezes pedem para ser transferidos para outro lugar, recomeçar, pois os poucos anos de poder fez com que o “rei” de meia tigela se afastasse de tudo e de todos.  
 
O poder é sempre acompanhado de certo narcisismo, revelado na auto-admiração e ao extremo pode levar a loucura. Não é sem motivo que muitos loucos se acham Napoleão ou algum rei.
 
 
Quando se está no poder, as pessoas podem ter duas formas de comandar, os poderosos incompetentes tentam governar impondo medo aos seus comandados; e os competentes, sabem pedir, ouvir e agir de forma que todos se sintam importantes em qualquer decisão tomada. cabe a você conseguir reconhecer que tipo de rei ou rainha quer ser!
Ao olhar alguém no poder, você percebe algumas mudanças e isto é reforçado pelo Psicólogo Ricardo Vieira da UERJ. Os novos capitães mudam seu modo de vestir, de andar e de falar, essa vem com entonações desnecessárias ao pedir ou mandar seus subordinados a fazer alguma coisa. Mudam seu ciclo de amizade, eles não podem ser vistas com pessoas que podem ser mal faladas. Mudam-se as alianças, pois aqueles que o apoiaram são os maiores conhecedores de seus defeitos e por último, sentem medo de fazer uma autocrítica, criando assim uma resistência de análise.
 
Infelizmente o poder seduz, corrompe, decepciona, vicia e faz-se cego e surdo nos seus ocupantes temporários. Que o poder não suba a sua cabeça quando você, querido leitor, estiver nele!

 
E o sertão vai virar mar... Imprimir E-mail
Ter, 22 de Setembro de 2009 00:33

E o sertão vai virar mar...

Situação 01

Ele chegou com os olhos marejados, tinha deixado na rodoviária da Bahia sua filha de sete anos e sua esposa, também deixou sua casa recém construída a seus moldes e lembrou entre tosses e espirros dos armários embutidos. Mas era necessário partir, necessário escolher, ele estava na encruzilhada entre o novo emprego, agora com um salário maior ou viver em uma situação menos estável. Ele resolveu arriscar e começou a rezar para que em breve pudesse trazer sua família para perto e assim construir um novo lar, estável, em outro lugar.

Situação 02
Ela é divorciada, tem uma filha de sete anos, deixa para trás alguns laços de família em Fortaleza e faz com que sua filha corte os laços fraternos, para isso tenta se manter forte, prende as lágimas como uma represa ven e fica vendo a filha derramar as dela como uma cachoeira . O medo deixa mãe e filha apreensivas com o novo lugar para viver, o rosto triste não deixa de estar presente dia após dia, mas a vida é feita de escolhas.

Situação 03
Ela, recém casada, sem filhos, tem a opção entre seu marido e sua nova moradia, um lugar distante em que ele decidiu não vir, crise dos dois lados, ela resolve partir. O marido a apóia ao mesmo tempo em que sabe que não a terá mais ao seu lado dia após dia, noite após noite, serão dias quentes e noites frias, ela sozinha em seu novo lar, talvez com a companhia de amigos, mas com a esperança de tê-lo em seus braços

Situação 04
Ele veio para cá, resolveu mudar por completo para ajudar seus pais, deixou tudo para trás para ir em busca de um sonho. Distante mais de 1500 km, resolveu mudar de vida, veio aprender mais do que ensinar. A distância pode ser grande, mas o amor que ele sente pelos pais é transpassada através dos seus olhos negros e saudosos.

Situação 05
Ele nunca tinha saído de casa para morar longe, já tinha tentado, mas sabia que iria voltar e por isso suas lágrimas seriam passageiras. Agora com todo medo e aflição, resolve ter uma segunda residência e acredita que em breve voltará ou que estará presente quando possível. Ele terá que acreditar que o seu amor e o amor de quem ele ama será maior do que a distância de quase 500 km. Ele também foi atrás do seu sonho e em buscar de vencer seus medos.

Situação 06
Ela estava feliz, assim como na situação 03, tinha conseguido o emprego dos sonhos e ele estava feliz pela conquista da parceira, mas a distância fez com que o amor de alguns anos fosse apagado. Talvez o amor não fosse tão grande assim, talvez fosse o comodismo, mas ela resolveu partir, ele resolveu ficar, até veio conhecer a cidade em que ela “escolheu”, mas era distante demais e foi cada um para o seu lado.

Assim, como em todas as situações, o sertão começou a virar mar, lágrimas estão sendo derramadas nesta terra seca do alto oeste potiguar. Lágrimas provindas de outros lados do Estado ou de Estados vizinhos, algumas de mais longe, trazendo sotaques mineiro e carioca. Lágrimas acompanhadas de uma dor chamada saudade. Saudade, palavra que faz a gente viajar no pensamento por horas, saudade que também faz desmoronar o homem mais forte, igualando àquela criança de sete anos. Saudades...

E assim, o sertão virou mar.

 OBS: Peço desculpa aos leitores, estou em uma cidade em que a internet não se faz tão presente, ficando dias sem conseguir ler alguma coisa ou postar, mas prometo que em breve irei sanar este problema. Abraços!

 
Que notas são estas? Imprimir E-mail
Sex, 04 de Setembro de 2009 09:30
Ao assistir uma reportagem em que uma professora, após repreender uma aluna, tinha sido espancada pela mãe da discente, caiu a ficha sobre mim de como os tempos mudaram em tão pouco tempo.

Estudei em colégio público e apoiado pelo governo, apesar de não ser do Estado, funcionava como uma cooperativa. Lembro do respeito, apresentado através do medo, que tínhamos da diretora e todos os coordenadores de ensino. 

Logo pela manhã, todos nós estávamos às 7h em ponto em uma fila, com a roupa impecável, tênis igual e meias brancas, sem listras. Meninos ficavam na frente e as meninas atrás, por ordem de tamanho e com as mãos juntas ao corpo; os professores da primeira aula nos levavam para a sala após rezar o pai nosso. Nas quintas-feiras, além do pai nosso, havia também o hino nacional e ai do aluno que fosse pego de boca fechada ou que não soubesse cantar o hino, teria que aturar muita aula de história até a próxima quinta.

Ao entrar na sala ficávamos posicionados ao lado da carteira, em pé, esperando a ordem do professor para sentar e isto se repetia a cada mudança de aula ou quando a diretora ou coordenadora de ensino entrasse em sala de aula.

O método era extremamente tradicional, o chamado enciclopedismo, muita informação, jogada pelo professor, este era visto como autoridade máxima e suprema, sempre na frente, salas sempre em silêncio até a chegada da hora das perguntas, onde todas as nossas dúvidas eram sempre anotadas durante a explicação para depois fazer os questionamentos.

Lembro que eu ficava olhando a tabuada atrás de caixas de linhas de costura. Decorava dias a fio todas elas, pois durante a semana, 5 ou 6 alunos eram chamados lá na frente para a chamada oral e esta ocorria em todas as disciplinas. Fui várias vezes chamado não só para a tabuada, quanto para responder a conjugação dos verbos ou responder questões no quadro negro. Se existisse algum erro, não era castigado pela palmatória, porém, a vergonha tornava-se visível, bem como já saberia que não obteria os dois pontos distribuídos em sala de aula. Também fui obrigado a ler diversos livros, quase um por semana e em cima dele era feita uma redação ou uma apresentação, foi através desta obrigação que tomei gosto e hoje posso dizer que sou um viciado e quem dera se todos fossem viciados em livros.

Reunião de pais e mestres era sinônimo de nervosismo para muitos. Alunos que fossem pegos brigando, desrespeitando, eram suspensos e seus nomes eram colocados na portaria para servir de exemplo. O retorno dos complicados a sala de aula deveria ser sempre acompanhado pelos pais ou responsáveis.

Por incrível que pareça, eu sinto saudade daquele tempo, sinto falta deste tipo de formação que hoje já não existe mais. A base que foi adquirida durante a minha infância e juventude tornou-me o profissional e cidadão em que sou hoje, um cidadão de valores.

Sei que os tempos mudaram, hoje, muito de nós somos pais e almejamos deixar um mundo melhor para nossos filhos. Todavia, falta-nos abrir os olhos e descobrir que espécie de filho estamos deixando para o mundo. Não peço a volta da férula, mas que ela poderia voltar e ser aplicada em alguns alunos e talvez em alguns pais, isso sim, ela bem que poderia! 

 
Me dá um dinheiro aí! Imprimir E-mail
Seg, 24 de Agosto de 2009 10:10
Ei, você aí, me dá um dinheiro aí!?
Não, esta frase não é o Jingle do Silvio Santos em pleno carnaval, e sim, o lema de todos os cultos realizados pela Universal do Reino de Deus em todos os lugares onde existe o imenso castelo. Em pleno vapor e berros, de uma forma contundente e incisiva, o homem lá na frente grita: doe, quanto mais se doa, mais o Senhor lhe dará de volta.
 
A única vez que eu tentei ir à igreja universal, eu fiquei surpreso com o império, com o verdadeiro templo, era algo grandioso, com jornais na porta sendo entregues, pessoas felizes cantando, uma maravilha, gostaria de saber de onde vinha toda aquela fortuna e descobri rapidamente logo nas primeiras horas.
 
Ao entrar no templo, vi lindos vitrais, pessoas em pé e com o passar do tempo aprendi que ali era um lugar do prefixo “ex-“, ex-, isso mesmo, era ex-ladrão, ex-traficante, ex-prostituta, ex-viciado, ex de ex e até, casos raros, como ex-gays e olha que a psicóloga Rosângela Alves Justino, ainda nem estava na moda com suas curas de gays mirabolantes, seria ela também da universal? Porém todos traziam algo em comum, além de serem ex-, eram todos frágeis psicologicamente.
 
Com as curas que ocorriam e os gritos de aleluia entoados o tempo todo, eu não me aguente ei comecei a rir, mas ao mesmo tempo, tinha que me conter para que o pastor lá na frente não me pegasse pelo braço, me levasse ao centro do palco para dizer que eu estava possuído, começasse a me dar uma verdadeira surra e pedir dinheiro para saber quanto eu poderia doar para que eu tivesse o demônio expulso do meu corpo. Sim, teve uma hora que se falava tanto em demônio, que eu fiquei na dúvida em que culto eu realmente estava.
 
Passa-se a sacola e entregue o que você tem de valor, porque o Senhor lhe dará em dobro, você ficará curado, terá emprego e se livrará de suas aflições. Nesta hora, vi chaves, pessoas tirando relógios, cordões de ouro e eu percebi que elas estavam possuídas. Entre lágrimas, todas elas diziam, Deus vai me dar em dobro. E o pastor continuava: quem tem fé, doa mais à igreja, quem tem menos, doa pouco. Retiro-me do templo, não há mais nada a ser ouvido e os pobres com o dinheiro coração na mão, doa no mínimo 10% do seu salário para as “obras” da igreja e ainda perguntam se eu quero me converter.
 
Desisto e penso, por que raios eu quis ser engenheiro? Não era mais fácil fazer um curso com o bispo, decorar todos os versículos da bíblia, enganar os mais fracos, pobre ou rico e conseguir tirar tudo que ele tem e sair de lá no meu carro de luxo? Ter minha linda casa em Campos do Jordão e quem sabe meu canal de TV, tudo isso de acordo com as graças do Senhor nosso Deus.
 
Com tanto dinheiro em jogo, senti até saudades das lágrimas de crocodilo da bispa e da igreja Renascer, lembra?
 
Neste ciclo vicioso, termino aqui com a letrinha da musiquinha, bem bonitinha, da queridinha Aline Barros para os pequeninos. A música se chama a oferta da viuvinha. Uma verdadeira lavagem cerebral desde cedo
 
A viuvinha pôs na caixinha
Sua moedinha, o seu melhor
E quem oferta com alegria
Junta o tesouro muito maior
Jesus se agrada, Jesus se agrada
Da ofertinha da criançada
Das moedinhas fazendo assim:
Tirilim, tim, tim. Tirilim, tim, tim.
Tirilim, tim, tim. Tirilim, tim, tim.
 A oferta vai caindo dentro da caixinha
Tirilim, tim, tim. Tirilim, tim, tim.
Eu quero um coração igual o da viuvinha
 
Se preferir, veja o clipe:
 
 
tirilim, tim, tim... 
 
 
Enfim, Twitter! Imprimir E-mail
Sex, 14 de Agosto de 2009 12:41
 
Não resisti, tentei, juro que tentei, mas foi maior do que eu e agora também sou adepto da moda do Twitter. 
 
Assim como a internet de um modo geral, você pode tirar proveito desta nova febre tecnológica, acompanhando jornais, programas de tevês, artistas de quem você é realmente fã e tem interesse em saber de suas vidas pessoais, acompanhar parentes que estão distantes, dar uma controlada nos filhos. É realmente uma ferramenta incrível! Mas tem também o seu lado negativo, um deles é se viciar e você não querer mais largar a tecla F5 do seu teclado, fazendo ela afundar de tanto apertar para a atualização frequente da página.
 
Outro ponto negativo no Twitter, assim como naquela página de relacionamentos mais famosa no Brasil, o Orkut, é se deparar com diversos “fakes” (perfis falsos); pessoas desocupadas passando por outras com o intuito de denegrir a imagem de alguém ou simplesmente querer aparecer se passando por outras pessoas. Em um destes perfis, achei até o do Jô Soares e quando fui ler o seu perfil (Bio), com mais de 50.000 seguidores, tinha em sua descrição... “simplismente Jô”. Francamente né? Como li nesta semana, estas pessoas deveriam criar uma gato, pois como dizem, o gato tem 7 vidas e você terá muito com o que se ocupar e deixar a vida dos outros em paz.
 
Uma dica se você fizer o Twitter ou quiser aproveitar melhor o seu é não sair seguindo todo mundo, você poderá ser bombardeado de notícias inúteis, pois muitos fazem do Twitter um “chat”. Também não escreva coisas irrelevantes como: acordei, abri os olhos, escovei os dentes, tomei café... Acredite, isso não é importante!
Se você mora só, é muito interessante escrever se você vai viajar, aonde vai e quanto tempo ficará fora; os ladrões, também participantes da inclusão digital, já utilizam deste artifício para arrombamentos e sequestros. Então, cuidado!
 
Através do Twitter, já acompanho algumas celebridades, como preta Gil, Luciano Huck e sua esposa, Ivete Sangalo, alguns jornais locais, estou também seguindo o perfil da nossa prefeita, Micarla de Souza, e através dele descobri o seu blog, muito bem feito por sinal, onde mostra o seu excelente trabalho, pode-se enviar sugestões, críticas, elogios e ela está sempre apta a responder quando está conectada. Aproveitando este espaço, deixo aqui a minha satisfação de ter acreditado e votado certo em quem realmente está fazendo a cidade do Natal melhorar (pronto, falei, sou fã da Micarla de Souza!).
 
Se quiser saber um pouco mais do que ando fazendo, estou lá no www.twitter.com/marciodadox. Juro que tentei resistir aos 140 caracteres, mas não consegui! Te vejo lá!
 
 
Deixe-me envelhecer feliz Imprimir E-mail
Seg, 10 de Agosto de 2009 16:23
 
Acorde cedo, caminhe, coma pouco, durma 8h, mantenha uma rotina... Neste ano, muito mais que em todos os anos, tenho visto um bombardeio do que fazer para que possamos envelhecer saudáveis, porém, muitas vezes me pergunto se realmente vale à pena, e por isso trago este assunto para que eu possa entender um pouco, ou você, caro leitor, possa me explicar melhor e me convencer.
 
A comida é um dos pontos em questão, não coma isso, não coma aquilo, coma pouco ou quase nada. Então eu pergunto, vale à pena? Pão com queijo e presunto, queijo chedar, nosso famoso queijo coalho ou queijo manteiga, ovo frito na margarina, com café, leite e adoçado com açúcar ou 2 fatias de pão integral com queijo cottage, ricota ou isopor (tanto faz, o sabor é o mesmo) e um café com adoçante (iargh!) no café da manhã, acompanhado de mamão com linhaça? Sei que nós nos acostumamos a tudo, mas comer, ou melhor, a fome é uma das principais responsáveis pelo meu mau humor e acho que o de muita gente também. Então, se dizem que sorrir você movimenta muitos músculos, como posso sorrir com meu estômago vazio ou por um café um tanto amargo? Ainda dizem, coma uma fruta na hora do lanche ou uma barrinha de cereal se você não tiver tempo... Hã? E as nossas deliciosas bolachas recheadas, salgadinhos, vitaminas, sucos, refrigerantes, bolos, doces, lógico que em uma quantidade menor ou um pouco mais seletivo para não perdermos a fome que virá no almoço, onde eles estão? Mas dizem, não coma isso ou aquilo na hora do lanche, você terá uma pele melhor, um corpo saudável e eu continuo: vale à pena?
 
Chegada a hora do almoço, encontramos em self-service, lasanhas, macarronadas, carnes, peixes e arroz com brócolis, à grega, de leite, cremoso; entretanto, para você viver mais saudável, você tem que preferir aquele arroz integral, com palha, meio roxo e com gosto de terra... Feijões e mais feijões de todos os tipos e quase fico doido ao ver em uma revista que uma atriz, no alto dos 40 anos, não come feijão, nem arroz, nem quase nenhum tipo de carboidrato e por isso ela tem uma pele desejável, uma forma física invejável, “apenas” com estas privações. Vale à pena? E os churrascos e as feijoadas com a família ou com os amigos? Regados com muita cerveja, felicidade, brincadeiras e sorrisos? Haveria como fazer tudo isso regado a alface, tomate e bebendo água? Eu nunca fiz amigos tomando leite!
 
Frequento academia há mais de 10 anos, tenho uma alimentação que eu considero saudável, pelo menos para manter a minha felicidade, não iria conseguir sorrir tomando uma limonada bem gelada (nem caipirinha) na praia com adoçante e não sei se valeria à pena chegar aos 100 anos vendo a vida passar lá fora enquanto me privo de reuniões com amigos e família, de comidas gostosas e na loucura de algumas pessoas, quase vivendo de luz e malhando de 2 a 3 horas por dia. 
 
Você tem direito as suas escolhas. Não peço que você seja um “coach potato”, atolado em seu sofá em frente a um televisor comendo até não conseguir mais e sem exercitar. Mas lembro que há a pelada das sextas-feiras com os colegas de trabalho, o futebol da quarta na televisão com aquela cerveja bem gelada em uma roda de amigos, os espetinhos e quitutes que só a patroa sabe fazer, tudo isso para manter o seu equilíbrio para o resto da semana, também há os happy hours depois de um dia árduo de trabalho, a balada da sexta e do sábado, nossos porres para esquecer a dor ou para comemorar, enfiando nossos dois pés na jaca. E não há nada melhor do que não se privar destes momentos em troca de viver só mais alguns anos de vida. Termino por aqui dizendo algo que sempre ouvimos e dificilmente cumprimos: prefiro passar pela vida vivendo a ela passar por mim. Não quero chegar aos 100 anos, dormindo cedo, acordando cedo, fazendo fotossíntese e ter visto a vida passar lá fora enquanto eu passava por vontades dentro de mim.
 
 
Aldenora, 82 anos, praticante do esporte em uma praça de Nova Parnamirim 
 
Cotidiano Imprimir E-mail
Sex, 31 de Julho de 2009 18:56
Entro, passo o meu cartão e aguardo... Estudante, a máquina com voz de mulher gripada soa para todos ouvirem que ainda sou estudante.
Me espremo, acho um lugar vago, sento para fazer uma viagem longa de apenas 25 minutos da minha casa até o maior shopping da cidade, enquanto isso, vou ouvindo algumas ladainhas.
 
Primeira ladainha
Entra um palhaço e começa:
Boa tarde pessoal (um silêncio mortal se faz no ônibus, exceto pelo barulho do próprio ônibus)! O palhaço é corajoso, atrevido, ele tenta mais uma vez e solta: eu não ouvi pessoal, mas como vocês são pessoas educadas (psicologia barata) agora vão responder: boa tarde pessoal! Duas ou três pessoas grunhem alguma coisa identificável e eu ainda escuto um sonoro palavrão, começo a rir e volto a prestar atenção nos dizeres do palhaço.
 
“Pessoal, desculpe eu incomodar a viagem de vocês, mas eu sou o palhacinho da alegria, estou trazendo aqui alguns cartões com o preço simbólico de R$1,00”. Ele distribue os cartões a todos os passageiros, uns recebem, outro levantam o indicador dizendo que não e eu, por curiosidade para saber que cartão eu vou pegar desta vez, recebo. A partir daí, o palhaço começa a fazer um diálogo com ele mesmo. Não sei se rio ou se choro!
 
“Estes cartões, pessoal, são pra ajudar as criancinhas com câncer da casa Durval Paiva, os doentes do hospital Clóvis Sarinho, do Giselda Trigueiro... E como ajudar o palhacinho aqui? Basta adquirir estes cartõezinhos que eu distribuí para vocês”. E então passa o palhaço, com aquela roupa cansada num calor de 35°C, com aquela maquiagem barata e já derretendo em seu rosto, num odor que já não traz felicidade alguma, realmente tenho que virar o rosto e prender a respiração.
 
O palhacinho  fedorento da alegria continua:
“No verso destes cartões, pessoal, tem lindos versinhos...” Começo a ler e encontro alguns erros, mas a intenção é válida, falava de amizade, nada mais justo para o mês que tem o dia 20 de julho como dia do amigo.
 
“Pessoal, e quem não tiver R$1,00 para colaborar? Aquele que não puder colaborar, pessoal, com o palhacinho aqui, pessoal, pode contribuir com cinco centavos, dez centavos, quinze centavos, vinte e cinco, que o palhacinho vai ficar muito contente. E qual é o trabalho deste palhacinho pessoal? É levar alegria para as crianças...” E repete toda ladainha. 
“E quem quiser verificar o trabalho deste nobre (pensei que ele fosse falar pobre, mas foi nobre mesmo) palhacinho, é só ligar para o número que está no verso do cartão e ir ver o nosso trabalho...”

Ao final, quando o palhacinho já está para descer, eu vejo que ninguém compra o cartão, termino comprando um, com todos os erros, mas pelo menos ajudei alguém, eu espero.
Fiquei com pena, quase choro... Acho melhor subir outra equipe no ônibus com a campanha para ajudar os palhacinhos das roupas cansadas e sujas da alegria!
 
Segunda Ladainha
“Boa tarde pessoal! Desculpe incomodar a viagem de vocês, pessoal, mas meu pai está preso e minha mãe está desempregada (ou vice-versa), pessoal. E eu estou aqui, pessoal, para vender estas pipocas no valor de cinquenta centavos, duas por um real, pessoal. Quem não quiser ou não puder comprar a pipoca, pessoal, aceito qualquer moedinha, pessoal”. O menino fala cantando, gritando e repete a palavra pessoal umas vinte vezes... Não consigo saber como foi que ele conseguiu tal façanha. Ele passa com seu calção cinza, camiseta cinza, unhas pretas e um cabelo que não vê água desde a chuva que caiu no começo do mês, um cheiro tal e qual do palhacinho azedo que tinha subido há duas paradas. Meu Deus, não consigo comprar a pipoca, mas faço a doação dos cinquenta centavos.
 
Terceira ladainha
O menino das unhas pretas e cabelos cor de barro (ou seria com barro?) ainda se encontrava no ônibus com suas pipocas quando entra um cara magro, com uma bolsa tipo carteiro, sandália de couro e de dedo, com suas maravilhosas balas de gengibre que fazem um bem danado para a garganta, juntar formiga, deixar tudo grudento e sujar toda a sua bolsa quando você as esquece dentro dela.
 
“Boa tarde, meu nome é (...) e estou aqui para oferecer estas deliciosas balas de gengibre no sabor acerola, hortelã, mel com própolis e natural, cada saquinho custa apenas R$1,00, são dez balinhas deliciosas, que tem um maravilhoso efeito fitoterápico... E estas balas são para ajudar no meu curso de teologia que faço na Paraíba”. Fico pasmo, olha só a Paraíba exportando seus alunos de teologia... Não compro as tais balinhas, elas não me fazem bem, eu as esqueço em meu quarto e o enche de formigas. Quando o estudante passa com aquele cabelo esquisito, apenas uma faixa de cabelo, que sai do meio da sua cabeça, como se fosse um rabo de cavalo, sinto o cheiro novamente do palhacinho cansado e do menino das unhas pretas.
 
Quarta ladainha
Estou sentado em minha cadeira e lá são jogados em minhas mãos duas cartelas de adesivos, uma da turma do Mickey e outra do Vasco com uma caneta em cada um. Atrás, um alfabeto de surdo e mudo e acima dele tem: sou surdo. R$1.00. Não sou vascaíno, então descarto logo a primeira cartela, pego a do Mickey para a minha sobrinha, nem sei se ela vai gostar. A cara do deficiente não é das melhores, porém algo aconteceu... Quando ele passa para me entregar o troco e para na minha frente, lembro do palhacinho, do menino das unhas pretas, do estudante das balas de gengibre... 
 
Eles tinham o mesmo cheiro e não era mais o mau cheiro de que não vê água por dias, era o cheiro de tentar ganhar o pão, de batalha, de viver honestamente e enfrentar todo o preconceito dos presentes. Eles carregavam o cheiro de nossos trabalhadores. 

 
"Bons Ventos Sempre Chegam" Imprimir E-mail
Sáb, 18 de Julho de 2009 16:24
 
Durante a minha infância ouvi sempre uma mulher esguia cantar de forma aguda, algumas músicas que eu não entendia a letra, não tinha sentimentos pela melodia e não me emocionava da mesma forma que essas músicas emocionavam os adultos e jovens adultos. Com o passar do tempo, esta estrela desapareceu da mídia por vontade própria, aparecendo esporadicamente em entrevistas e muitas das vezes cantando música do passado, quase sempre em italiano. 
 
A estrela de quem vos falo é a Zizi Possi, mas não irei falar dela, e sim, da sua filha, a Luiza Possi Gadelha. Uma “nova” estrela que já tem 10 anos de carreira e lança o seu 5° Álbum pela gravadora do pai.
 
 
 
Todos devem pensar que deve ser um caminho fácil, ter uma mãe consagrada pela MPB e um pai dono de gravadora. O que não deixa de ser um pouco mais fácil para aparecer, porém, para se firmar na música é necessário mais do que isso, é preciso ter talento e quebrar o preconceito dos colegas de trabalho como também, do público em que muitas vezes a cantora não tem nome, é simplesmente chamada de filha da Zizi Possi, o que em minha opinião não deixa de ser um enorme adjetivo. 
 
Talento é o que a jovem de apenas 25 anos tem de sobra e isso pode ser comprovado no 5º álbum de sua carreira. Intitulado “Bons ventos sempre chegam” é o mais autoral de sua carreira, traz 6 composições próprias, entre elas, uma música em homenagem a sua mãe, a 8ª música do álbum, “Minha Mãe”.
 
O álbum possui 13 canções inéditas, entre elas a música “Tudo Certo”, sucesso em todo Brasil, a música “Vou Adiante”, versão de Chico César, “Ao meu Redor”, parceria com Samuel Rosa e Chico Amaral e “Agora é Tarde”, de Moska. A produção artística do cd fica por conta do Max Viana.
 
O álbum está entre um dos melhores lançamentos de 2009 e é sem sombra de dúvida o melhor da sua carreira, valeu à pena esperar e quem bom que “Bons Ventos Sempre Chegam”. Quem gosta de boa música, não pode deixar de ter esse álbum. O álbum de uma estrela que tem apenas um pequeno defeito... É corintiana, mas isso não vem ao caso!
 
“Bons Ventos Sempre Chegam” – Luiza Possi
FAIXAS
1. Vou Adiante (Baseado no Tem "Plus Vivant") - Participação Especial: Lokua Kanza 
2. Tudo Certo 
3. Queixo Caído 
4. Toda Vez 
5. Eu Espero 
6. Pode me Dar 
7. Cantar 
8. Minha Mãe 
9. Pipoca Contemporânea 
10. Agora Já É Tarde 
11. Ao Meu Redor 
12. De Graça 
13. Paisagem 
 
Preço médio: R$ 25,00
 
Doutor é quem tem doutorado! Imprimir E-mail
Sex, 10 de Julho de 2009 18:22
Há alguns dias atrás, alguns releases enviados para mim traziam o termo doutor usado de forma indiscriminada, que me deixava inquieto e que sempre me fazia entrar em discussão com certos “doutores”. Desta forma, decidi por minha livre e espontânea vontade esclarecer ao povo de Direito, estudantes de Medicina e alguns babões, algo que eles não procuraram saber durante sua carreira acadêmica e que acham lindo o “Dr.” em uma placa colada em sua porta sem o merecer!

Então vamos lá:

O vocábulo “doctor” procede do latin “docere” que significa ensinar, ou também pode ser a palavra “douto”, que significa instrução, sapiência, conhecimento.

Queridos estudantes e também já formados, a palavra doutor não é pronome de tratamento. É título acadêmico conseguido através de muitos esforços, e também, após uma defesa massacrante de uma tese diante de uma banca. Em média, para conseguir o título de doutor, são mais de 4 anos de estudos, noites em claro, apresentações de artigos, disciplinas cursadas em um grau mais elevado e, isto tudo, ocorre depois de concluído o mestrado, esse geralmente cursado em 2 anos.

A expressão “doutor honoris causa” também pode ser empregada no meio acadêmico, universitário para ser mais exato. O termo está relacionado à pessoas com trabalho notáveis para a comunidade acadêmica e para a sociedade em que se tem uma aplicação de extrema relevância, daí o mérito de receber essa expressão.

Em Portugal, o título doutor é utilizado para qualquer pessoa que se tenha grau superior, não importando a área. Mas entenda, nós não estamos em Portugal!

No Brasil, o termo doutor é dado a quem tem dinheiro, quem pode pagar pelo título e pelos bajuladores de plantão que ficam a mercê de qualquer osso que possa cair embaixo da mesa dos senhores doutores.

Para meus queridos colegas advogados, o termo doutor aplicado a tal classe foi usado pela primeira vez na Universidade de Bologna, nomeando “doctor legum”. A realeza e as famílias ricas na época do Brasil Colônia necessitavam, em seu meio social, um advogado, um padre e um político (bem diferente dos dias de hoje não é?). Sendo que o advogado tinha o poder decorrente de sua formação privilegiada, pertencente só a elite, sendo então colocado em posição superior. Como se balançar uma árvore cai um advogado, isto já não existe mais, afinal, é o exame da OAB que separa os ruins dos péssimos, não mais a sua classe social!

De acordo com o que foi pesquisado, advogado é um administrador de conflitos, que luta para garantir os direitos do cidadão, fazendo parte da vida profissional, o estudo constante, sensibilidade humana, honestidade, humildade e acima de tudo, ética, devendo concretizar os ideais da sociedade, pautando-se nos princípios que regem o nosso direito. Pode-se acrescentar nesta definição, algo como, em extinção!
Para os médicos, eu sei que a graduação é árdua, que a especialização é longa, podendo durar vários anos, que a concorrência às vezes é cruel, que há noites perdidas, plantões em péssimas condições e vontade de desistir... Mas ratifico, vocês são especialistas em tal área e não doutores, da mesma forma que temos especialistas em petróleo, em meio ambiente, em latim antigo, em literatura americana ou inglesa, entre tantas outras. Todavia, vocês trabalham com o que ar de mais sublime, a vida humana.

É por tudo isso, que exprimo aqui que não sou obrigado a chamar ninguém de doutor, ao menos que tenha doutorado. Se for assim, também quero que todos me chamem de ilustríssimo senhor doutor no próximo ano, quando realmente, eu terei concluído meu doutorado e estarei lecionando em uma instituição federal. Ah! Neste caso, eu terei direito sobre tal titulação.

Tenho dito!
 
<< Início < Anterior 1 2 Próximo > Fim >>

Página 1 de 2